Carregar em casa na tarifa regulada, cada kWh custa mais 0,005 euros
Uma pessoa usa um ponto de carregamento para automóveis elétricos numa casa particular nos arredores de Bruxelas, em janeiro de 2023. Imagem apenas representativa, não é de Portugal e o modelo não é identificado pela fonte. © União Europeia, 2023, CC BY 4.0. Fotografia: sala de imprensa da marca, https://audiovisual.ec.europa.eu/en/media/photo/P-059882
O carregamento em casa de um elétrico custa mais 0,005 euros por kWh desde 1 de outubro para quem está na tarifa regulada, por decisão da ERSE. Com 18 kWh/100 km e 1000 km por mês, são cerca de 90 cêntimos mensais na componente de energia.
O essencial
- Por decisão da ERSE, o kWh da tarifa de Energia regulada custa mais 0,005 euros desde 1 de outubro.
- Com 18 kWh/100 km e 1000 km por mês, a estimativa é de cerca de 0,90 euros mensais a mais na componente de energia.
- A ERSE calcula um aumento de cerca de 2,7% na fatura média mensal dos clientes domésticos do mercado regulado.
A atualização foi aprovada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, a ERSE, e está em vigor desde o primeiro dia de outubro. Mexe na tarifa de Energia do mercado regulado de eletricidade, que ficou 0,005 euros por kWh mais cara. A medida é para toda a eletricidade da casa, e por isso pesa em cada kWh que passa pela wallbox ou pela tomada da garagem.
Quanto pesa no carregamento em casa?

O AutoGear fez as contas com um exemplo simples. Um elétrico que gaste 18 kWh/100 km e percorra 1000 km por mês precisa de cerca de 180 kWh mensais. Com mais 0,005 euros por kWh, a componente de energia fica cerca de 0,90 euros mais cara por mês, ou nove cêntimos por cada 100 km.
Num ano, com 12 mil quilómetros, a diferença ronda os 10,80 euros. É uma estimativa e não um preço oficial. Deixa de fora as perdas no carregamento, e muda com o consumo real do modelo e com os quilómetros feitos.
A conta também só olha para a energia. A fatura tem ainda a potência contratada, as taxas e os impostos, por isso o valor final que chega a casa vai além da soma destes cêntimos.
O que diz a ERSE sobre a fatura

Para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, a fatura média mensal sobe cerca de 2,7%, segundo a ERSE. O regulador dá dois exemplos. Um casal sem filhos, com 3,45 kVA de potência contratada e 1900 kWh de consumo anual, passa a pagar 37,77 euros por mês, mais 0,95 euros do que em setembro.
Um casal com dois filhos, com 6,9 kVA e 5000 kWh por ano, paga 97,73 euros, mais 2,70 euros. Os 180 kWh mensais do exemplo do elétrico equivalem a 2160 kWh por ano, mais do que o consumo anual do primeiro perfil.
Porque subiu a tarifa de Energia
A ERSE verifica todos os trimestres se a tarifa de Energia do mercado regulado está ajustada aos custos de aquisição do Comercializador de Último Recurso (CUR), a empresa que fornece os clientes da tarifa regulada. Na revisão mais recente, a previsão desses custos para 2026 ficou 0,0176 euros por kWh acima do que estava implícito nos preços em vigor até 30 de setembro. O regulador atribui o desvio à subida dos preços no mercado spot de eletricidade ao longo do ano.
Com esta atualização, a variação anual dos preços em 2026 passa para 1,7%, em vez do 1% anunciado no final de 2025. O AutoGear confirmou na página de tarifas e preços da ERSE que a mudança consta da Diretiva n.º 4/2026, de 15 de setembro, e que vale para Portugal continental, Açores e Madeira.
E quem está no mercado livre?

A decisão é sobre a tarifa regulada, a que é aplicada pelo CUR. Os contratos do mercado livre têm preços definidos por cada comercializador e ficam fora desta atualização. Para ver o preço de cada opção tarifária regulada, a ERSE publicou na mesma página os quadros de tarifas em vigor desde 1 de outubro.
Como o acompanhamento da ERSE é trimestral, a tarifa de Energia volta a ser avaliada no próximo trimestre. Até lá, mantém-se o preço fixado para outubro.
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Perguntas e respostas
Quanto custa a mais carregar o elétrico em casa na tarifa regulada?
Custa mais 0,005 euros por kWh na tarifa de Energia regulada desde o início de outubro, segundo a ERSE. Num elétrico que gaste 18 kWh/100 km e faça 1000 km por mês, são cerca de 0,90 euros mensais na componente de energia. É uma estimativa, a que se juntam as outras parcelas da fatura.
A subida aplica-se a quem está no mercado livre?
A atualização da ERSE é sobre a tarifa de Energia do mercado regulado, aplicada pelo Comercializador de Último Recurso. Os preços do mercado livre são definidos por cada comercializador e ficam fora desta decisão.
Quanto sobe a fatura da eletricidade no mercado regulado?
Segundo a ERSE, cerca de 2,7% na fatura média mensal para a maioria dos clientes domésticos. Um casal sem filhos, com 3,45 kVA e 1900 kWh por ano, paga 37,77 euros por mês, mais 0,95 euros do que em setembro. Um casal com dois filhos, com 6,9 kVA e 5000 kWh por ano, paga 97,73 euros, mais 2,70 euros.
Fotografia: sala de imprensa da marca, https://audiovisual.ec.europa.eu/en/media/photo/P-059882
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Ficha técnica
- Consumo estimado
- 18 kWh/100 km
- Aumento mensal (consumo tipo)
- 0,90 euros
- Aumento anual (12 mil km)
- 10,80 euros
- Aumento na fatura média mensal
- 2,7%
- Exemplo casal sem filhos
- 37,77 euros/mês (mais 0,95 euros)
- Exemplo casal com dois filhos
- 97,73 euros/mês (mais 2,70 euros)
- Vigoração
- 1 de outubro de 2026
AutoGear · 3445 artigos
Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.
A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.