Williams lança grande atualização no GP do azerbaijão para recuperar em 2026
O essencial
- Williams caiu para nono lugar com apenas 11 pontos, 59 a menos do que na mesma altura no ano anterior
- Pacote de atualizações para Baku foca em redução de peso e alterações aerodinâmicas
- Williams é a nona mais rápida em média, 2.8% abaixo da velocidade ideal em volta
- Equipa precisaria de eliminar entre 40 a 50 kg para transformação radical
Williams enfrenta um momento crítico na sua temporada de Fórmula 1, com a equipa a apresentar um pacote de atualizações significativo para o Grande Prémio do Azerbaijão, na tentativa de inverter a sua trajetória descendente. Depois de um ano promissor em 2025, onde terminou em quinto na classificação dos construtores e alcançou um pódio, a equipa caiu para o nono lugar, com apenas 11 pontos, 59 a menos do que na mesma altura no ano anterior, após 14 corridas. O desempenho em pista também tem sido dececionante, com a Williams a ser a nona mais rápida em média, 2.8% abaixo da velocidade ideal em volta.
O pacote de atualizações que a Williams traz para Baku foca na redução de peso e alterações aerodinâmicas, mas surgem questões sobre a eficácia dessas mudanças. Durante um episódio do The Race F1 Podcast, Ben Anderson comentou que a redução de peso é crucial, pois “carregar peso a mais é como dar tempo de volta de graça”. Contudo, ele frisou que, mesmo com as melhorias, não se espera uma transformação radical a menos que a equipa consiga eliminar entre 40 a 50 kg, algo que considera improvável. Anderson acredita que a Williams pode lutar para se igualar com as melhores das equipas Haas, mas classifica o carro como o décimo melhor do pelotão.
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Edd Straw acrescentou que as melhorias para Baku são, na sua maioria, “tarefa de rotina”, enfatizando que a equipa precisa de estar abaixo do limite de peso para poder adicionar lastro útil. Embora essas melhorias possam representar um avanço em termos de performance, são apenas um passo para corrigir o que deveria ter sido feito mais cedo na temporada. Straw expressou que, apesar das expectativas, a Williams não se tornará uma equipa competitiva entre as seis melhores, nem mesmo uma que consiga frequentemente chegar à Q3.
Samarth Kanal sublinhou que a Williams está a ficar para trás em relação aos rivais do meio do pelotão, que têm feito progressos significativos. Ele acredita que as atualizações podem apenas permitir à Williams ocupar a última posição do grupo intermédio, devido a problemas fundamentais no equilíbrio do carro e à necessidade de uma reavaliação completa do mapa aerodinâmico, algo que é mais relevante para 2027 do que para 2026.
A gestão das expectativas também foi um tema debatido, com Anderson a notar que a equipa tem estado a desvalorizar suas expectativas desde que a Aston Martin impressionou com a sua versão B do carro na Hungria. “Antes da Aston Martin fazer o que fez, a Williams estava mais confiante sobre o que esperava de Baku”, afirmou. A história recente da Williams levanta preocupações sobre a sua capacidade de recuperação, já que caíram longe do objetivo de estar entre os melhores do meio do pelotão.
Para o futuro, Edd Straw destacou que o verdadeiro teste virá no início do próximo ano, onde a Williams terá de resolver problemas persistentes e ter um pacote aerodinâmico adequado para competir decentemente no meio do pelotão. Se a equipa não conseguir estar competitiva, os alarmes começarão a soar.
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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.