Stefano Domenicali é o diretor mais bem pago da fórmula 1 em 2025
O essencial
- Stefano Domenicali auferiu um salário de £7.999 milhões em 2025, conforme relatório anual da FOM.
- O salário de Domenicali sofreu diminuição comparativamente com 2024, quando recebeu £8.765 milhões.
- A receita da FOM cresceu 9,2%, passando de £393.4 milhões para £429.6 milhões em 2025.
Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1 desde janeiro de 2021, auferiu um salário de £7.999 milhões, conforme revelado no relatório anual da Formula 1 Management (FOM). Este valor representa uma parte significativa dos ganhos totais dos diretores, que ascendem a £13.3 milhões. Embora não seja especificamente referido no documento de 40 páginas, é razoável concluir que Domenicali é o diretor mais bem pago, com a sua remuneração a incluir £1.962 milhões provenientes de planos de incentivos de longo prazo.
Em comparação com 2024, o salário de Domenicali sofreu uma diminuição, já que no ano passado recebeu £8.765 milhões. A diferença é notável, uma vez que os números do relatório da FOM não incluem aspectos comerciais, como merchandising ou acordos de transmissão, o que resulta numa visão mais restrita das finanças da entidade. Em termos de lucros, a FOM registou um aumento marginal de £19.9 milhões para £20 milhões, embora a receita tenha crescido 9.2%, passando de £393.4 milhões para £429.6 milhões.
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Os custos associados a transporte, viagens e outras atividades logísticas, incluindo a produção televisiva, aumentaram em oito por cento, totalizando £207.1 milhões. Além disso, os custos com pessoal também subiram, com o número de funcionários da FOM a aumentar de 726 para 803 ao longo da temporada. Este crescimento nos custos representa um desafio significativo, especialmente considerando que a maior parte da receita da FOM provém da realização de eventos, cuja anulação implica riscos financeiros substanciais.
Embora 2025 não tenha apresentado problemas relacionados com a realização de eventos, a situação poderá mudar com os adiamentos e cancelamentos de corridas lucrativas no Médio Oriente. A Fórmula 1 ainda não fez um anúncio oficial sobre o destino dos Grandes Prémios do Qatar e de Abu Dhabi em 2026, que atualmente estão programados para encerrar a temporada. Domenicali afirmou em julho que, caso as corridas no Qatar e em Abu Dhabi sejam canceladas, a temporada de 2026 poderá encerrar em Imola.
Com o crescimento constante das receitas, a FOM enfrenta agora o desafio de equilibrar os custos crescentes e garantir a continuidade dos eventos, mantendo a atratividade do campeonato para os fãs e patrocinadores.
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Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.
A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.